Há cansaços que não são físicos. São cansaços de dentro. Desse tipo que não aparece em exame, mas altera o jeito da gente existir no mundo. A alma cansa quando o corpo continua, mas o coração pede pausa. Quando a mente não para, mas a esperança precisa respirar.
E não é fraqueza. É humanidade. A fé não cancela o cansaço; apenas lembra que existe um lugar para descansar dentro dele.
"Vem a mim e encontrarás descanso." (inspirado poeticamente em Mateus 11:28, sem citação literal)
A culpa tenta convencer que sentir cansaço é falha espiritual. Mas a graça relembra: é permitido sentir. É permitido parar. É permitido existir sem dar conta de tudo. Você não foi feita para ser máquina, foi feita para ser viva.
Alguns cansaços não aparecem nos olhos. Eles aparecem no jeito de respirar. No tempo entre uma escolha e outra. No coração que fica quieto para não atrapalhar ninguém. Às vezes, o silêncio não é paz — é limite.
Reconhecer esse limite não te coloca no lugar de fraqueza. Te coloca no lugar de verdade. A alma não cansa porque é fraca; ela cansa porque é viva, sensível, humana.
"Entrega o que pesa e segue com o possível." (inspirado poeticamente em Salmos 55:22)
Talvez você tenha aprendido que descansar é desistir, mas descanso não é abandono. Descanso é reconhecer que há um Deus que sustenta enquanto você respira. Não porque você merece, não porque está forte, mas porque é amada até nos dias confusos.
A culpa diz: "Você deveria estar melhor." A graça responde: "Você ainda está aqui, e isso importa."