Quando o nome encontrou a minha história

Um capítulo sobre borderline, identidade e recomeço

Por muito tempo, eu achei que sentir demais era um defeito. Que reagir rápido significava ser fraca. Que amar com intensidade era sinônimo de perder o controle. Antes de saber que existia uma palavra, um nome, uma explicação, eu só pensava: “devo ser quebrada demais para caber no mundo.”

Receber um diagnóstico não mudou minha essência, mas mudou minha direção. Não para carregar um rótulo, mas para saber onde colocar os pés. Não como sentença, mas como mapa. Não como paredes, mas como portas.

“Ter um nome para o que acontece comigo não me resumiu; me organizou por dentro.”

Borderline — no contexto da minha história — não é quem eu sou. É apenas uma peça do quebra-cabeça. Uma parte, não o todo. Algo que existe em mim, mas não decide quem eu me torno.

Hoje, eu não romantizo minhas dores, mas também não me envergonho delas. Eu só aprendi a colocá-las no lugar certo: não no centro da identidade, mas no corredor da compreensão.

“Antes eu me chamava de exagero. Hoje eu me chamo de humana.”

Eu sigo descobrindo que intensidade não é inimiga. Ela só precisou aprender um novo idioma. A ser traduzida sem culpa. A ser sentida sem se perder.

Se existe algo que aprendi, é que a vida não pede perfeição para continuar. Ela só pede um passo possível.

Reflexões suaves para quem se identifica

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